Autossabotagem feminina: padrões que te impedem de avançar.

Autossabotagem. Você já teve ter ouvido essa expressão.

Imagine a situação: Você recebe um convite. Uma proposta. Uma chance.

E seu corpo responde antes da sua mente:

um frio na barriga
um “depois eu vejo”
um “não é o momento”
um “acho que ainda não estou pronta”

E você chama isso de prudência. Mas às vezes é só medo vestido de maturidade.

Autossabotagem não é aquela preguiça escancarada.
Ela é elegante.

Ela fala baixo.
Ela usa argumentos lógicos.
Ela parece proteção.

Mas no fundo…
é uma versão antiga sua tentando manter você pequena.

O problema não é falta de capacidade.

É lealdade invisível.

Lealdade à menina que aprendeu que:

– brilhar atraía críticas
– ser boa demais afastava pessoas
– sucesso criava cobrança
– errar significava perder amor

Então você cresceu.

Mas parte sua ficou fiel a esse script.

E toda vez que a vida começa a expandir…
você pisa no freio.

Não porque não pode.

Mas porque, inconscientemente, crescer parece perigoso.

Como a autossabotagem se disfarça na mulher adulta

Ela não grita.
Ela sussurra coisas como:

“Melhor não arriscar agora.”
“Depois que eu organizar tudo, eu faço.”
“Não quero me expor.”
“Talvez eu esteja exagerando.”

E você continua competente.

Mas não visível.

Capaz.

Mas não ousada.

Cheia de potencial.

Mas escondida atrás de prudência estratégica.

E o ciclo vira:

oportunidade → medo → recuo → alívio → culpa → promessa de que “ano que vem eu mudo”.

Reconhece?

A raiz que quase ninguém fala

Autossabotagem não nasce da incompetência.

Ela nasce do conflito interno entre:

quem você se tornou
e quem você ainda acredita que pode ser

Se lá no fundo você carrega a crença de que “não mereço tanto”,
você vai aceitar menos.

Não de propósito.

Mas para manter coerência interna.

O cérebro ama coerência mais do que sucesso.

Dói, mas é verdade.

A virada não começa com técnica.

Começa com honestidade brutal.

Em vez de perguntar:
“Por que eu travo?”

Pergunte:
“O que eu tenho medo que aconteça se eu realmente der certo?”

Porque às vezes o medo não é do fracasso.

É do sucesso.

É do julgamento.
Da exposição.
Da mudança de identidade.

Crescer exige deixar versões antigas morrerem.

E isso mexe com o ego.

Como começar a quebrar o ciclo — sem virar sua própria carrasca

  1. Pare de tentar virar outra pessoa.
    Autossabotagem não se resolve com mais cobrança.

  2. Identifique o ganho secundário de continuar pequena.
    Menos responsabilidade?
    Menos inveja?
    Menos expectativa?

  3. Faça um ato mínimo de expansão consciente.
    Não “mudar de vida”.
    Mas se expor 5% a mais.

Postar o que você realmente pensa.
Negociar aquele valor.
Dizer “eu quero”.

Crescimento não é explosão.
É expansão progressiva.

E você não precisa virar outra mulher.

Só precisa parar de proteger uma versão que já não te representa mais.

Busca clareza e direcionamento para se reorganizar diante da vida? Eu posso te apoiar!

Um abraço

Sheila

Psicóloga e mentora

 

Comentários

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Políticas de privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.